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terça-feira, 30 de abril de 2013

Caspa, você tem? Entenda mais sobre essa doença






O que é?

A caspa, também conhecida como pitiríase simples, é uma descamação esbranquiçada do tecido do couro cabeludo. Sua incidência é maior durante o inverno e entre os 20 e os 50 anos de idade, mas não se pode descuidar do problema no resto do ano e em outras idades. A predominância do problema nessa faixa etária se deve à produção de hormônios androgênicos que aumentam a atividade das glândulas sebáceas. Suas causas são problemas emocionais, stress, doenças diversas, disfunções hormonais, alimentação desequilibrada, hábitos de vida inadequados, fatores ambientais e até climáticos.
Embora seja bastante comum, se não tratada a caspa pode progredir gradualmente até se tornar uma dermatite seborréica com inflamação e lesões avermelhadas, o que causa a coceira.
A caspa não é uma doença contagiosa e a evolução é cíclica, com períodos de melhora e piora, mas tenha sempre o seu próprio pente, para manter a saúde de seus cabelos. O uso de pentes emprestados pode trazer outros problemas como micoses e piolhos.

Sintomas

Há descamação e oleosidade excessiva que aparece no couro cabeludo, formando crostas de aspectos e cheiro desagradável e que coça. Essas escamas podem ser secas e aderidas ao couro cabeludo. Para que se tenha caspa é preciso que se tenha tendência, ou seja, certa predisposição.
Uma manifestação bastante precoce de caspa é a crosta láctea do recém-nascido, que são aquelas escamas, formando crostas bastante aderentes que se observa em alguns bebês.
Muitas pessoas com caspa evitam lavar a cabeça com medo de que os cabelos caiam, ficando assim com os cabelos empastados, o que agrava ainda mais o quadro. Quando não tratada a tempo, a caspa pode levar à calvície, tanto em homens como em mulheres, portanto não só a hereditariedade influi no surgimento da calvície como se pensava, sendo a caspa uma delas.

Saiba Mais

Um das questões básicas de quem tem caspa é reforçar ainda mais a higiene e cuidados. Como a higienização é fundamental, as pessoas devem lavar periodicamente os cabelos.
A lavagem contribui para remoção de agentes poluidores como poeiras, resíduos industriais, além disso, elimina a oleosidade excessiva. Um mito que precisa ser desfeito é que lavar a cabeça todo dia causa a queda de fios. Uma inverdade, pois a lavagem dos cabelos pode apenas eliminar os que iam cair de qualquer forma.

Outro reforço importante para os portadores da caspa é tentar centrar a alimentação em uma dieta mais saudável. Portanto, adquirir hábitos alimentares saudáveis não melhora somente o problema da caspa, mas também ajuda em uma série de outros problemas que estão relacionados com a dieta alimentar, como por exemplo, o excesso de peso, colesterol alto, entre outros.
Assim, incluir frutas, legumes, alimentos protéicos e evitar o uso de gorduras animais e açucares em excesso, ajuda o corpo a se tornar mais saudável e contribuem para a melhoria do problema. Uma alimentação equilibrada é uma grande aliada, pois a caspa também tem relação com desnutrição e distúrbios digestivos.

Com relação às bebidas alcoólicas, vários estudiosos sobre o assunto alertam que o álcool inibe a atividade de algumas vitaminas do complexo B, que agem no folículo piloso, ou seja, na raiz dos cabelos, causando desequilíbrio das glândulas sebáceas. É nessa região que passam a funcionar mais gerando a hipersecreção sebácea, que se deposita na superfície do couro cabeludo, formando a caspa.

Outro grande vilão é o stress. Se não for possível evitar pelo ao menos tente combater as situações de stress crônico, ou seja, o excesso de tensão procurando relaxar.
A tensão nervosa age de forma extremamente negativa, o que pode levar ao aparecimento de distúrbios gastrintestinais, cardiovasculares, psíquicos, além de provocar uma baixa das defesas do sistema imunológico, como também provocar uma série de problemas dermatológicos, entre eles, a caspa.

Se você quiser ficar livre deste incômodo, a melhor receita é procurar orientação de um médico. Discutir o problema e cuidar só vai contribuir para a melhoria do problema.
Para ativar a circulação no couro cabeludo a massagem capilar é uma opção. Fazer uma automassagem com as mãos pressionando o couro cabeludo com a ponta dos dedos é importante. Não custa nada gastar uns cinco minutos todos os dias para desenvolver este hábito. A ativação da circulação no couro cabeludo pode ajudar bastante, além de funcionar como uma técnica de relaxamento.

Como saúde e automedicação não combinam, buscar a orientação de um especialista - no caso um dermatologista é sempre o melhor caminho.




 

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Alopecia em crianças.

Vocês sabiam que crianças também podem ter doenças no couro cabeludo??? Essa é uma queixa muito frequente no nosso dia-a-dia nas consultas. Fungos, traumas e algumas doenças estão entre as principais causas. Os pais devem ficar atentos e levar os filhos a um dermatologista para que seja feito um diagnóstico correto.

Nos primeiros dias de vida até semanas, a criança pode ter queda de cabelos difusa ou localizada. Este quadro é transitório, sendo desnecessário tratamento.
 
As causas mais comuns  de queda de cabelos em crianças são: alopecia areatafúngicas no couro cabeludoeflúvio telógeno, hormonaisnutricionais, tração, pisicosomática (tricotilomania), quadros infecciosos, agentes quimioterápicos usados em quimioterapia, entre outras causas.
Os fungos podem atingir crianças de todas as idades - especialmente em crianças que vivem em ambiente pequeno, aglomeradas e em moradias de higiene precária porém ocorrem mais em crianças na faixa pré-escolar e escolar, isto é, de 5 a 10 anos.
Existem dois tipos de queda de cabelo causada por fungos: a tinha tonsurante, mais frequente, é causada por um fungo adquirido de outras crianças ou de adultos doentes, da terra, da areia ou de cães e gatos. Nesse caso o microrganismo “corta” porções de cabelo próximo do couro cabeludo, dai seu nome "tonsurante", deixando a criança com uma ou várias peladas. Já a tinha favosa, mais rara, é conatgiosa e grave. Ela provoca várias lesões no couro cabeludo, inflama o folículo piloso podendo deixar cicatriz e, portanto, calvície definitiva nos locais em que ocorre, quando não tratada em tempo.
 
Já a alopecia areata caracteriza- se pela queda repentina e geralmente rápida de cabelo do couro cabeludo e/ou de qualquer outra região do corpo, deixando a pele lisa. Trata-se de uma doença autoimune, que atinge crianças, jovens e adultos. Na infância ocorre principalmente em meninos e meninas de 5 a 11 anos. Provoca mais frequentemente lesões redondas ou ovaladas.
É comum ser desencadeada por fatores como estresse, de qualquer origem( traumática, pisicologico...)
A alopecia tradicional deve-se a traumas frequentes no fólico piloso pela ação de quem cuida da criança. O exemplo clássico é a mãe que sempre faz a mesma trança na filha, forçando seus cabelos, ou uso frequente de arcos nos cabelos. De tanto pressionar, o fólico piloso se inflama e atrofia. Os cabelos não nascem mais.
Já a tricotilomania, distúrbio psiquiátrico, também pode ocorrer em crianças. Em situações de tensão e estresse, elas mexem nos cabelos e os arrancam, formando áreas de calvície.; poupando classicamente a periferia do cabelo, principalmente na nuca.
O eflúvio telógeno, por sua vez, se caracteriza por aumento na quantidade/proporção de cabelo na ùltima fase, a telógena, e a consequente aumento da queda. Pode ser agudo ou crônico. A forma aguda ocorre em geral dois a três meses após, por exemplo, uma febre alta, ou infecção muito importante. A crônica se caracteriza quando a queda de cabelos ocorre por mais de seis meses. Entre as causas estão: desnutrição protéica, anemia e o tireoidopatias.
Eflúvio anágeno, caracteriza-se quando todos os fios de cabelo que estão na fase anágena, ou seja, fase de crescimento ou de multiplicação celular, e começam a cair. Ocorre em crianças maiores, e geralmente altera sua autoestima. Nas situações mais graves, elas podem até ser atingidas por estados depressivos. O ideal é que, na primeira indicação de queda excessiva de cabelos, os pais procurem um dermatologista. A maior parte dos casos,  já tem tratamento eficaz.