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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Previna-se dos problemas do sol

Vejam algumas dicas minhas de como se prevenir de diversos problemas do sol, na edição de janeiro do jornal da Ultrafarma Saúde. Dicas valiosas para o verão!

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Fique longe do herpes labial


Cerca de 80% dos brasileiros já teve algum tipo de contato com essa doença.

Quem já teve sabe o quanto pode ser incômodo. Ele começa com uma ardência, depois uma coceirinha adianta o que está por vir e, por fim, a vermelhidão e as bolhas aparecem anunciando o constrangedor herpes labial. Essa doença é uma infecção causada pelo vírus herpes simples e seu contágio mais comum é feito de pessoa para pessoa, o que se torna ainda mais fácil quando há contato direto – como o beijo, por exemplo. De acordo com a dermatologista Denise Steiner, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, as características da doença são a ardência, o dolorido da pele e posteriormente aparecem bolhas (vesículas) agrupadas que se rompem e formam uma crosta. “Nesta última fase, o perigo de transmissão da doença aumenta”, diz ela.

 A porcentagem da população brasileira que tem ou teve contato com a doença é alarmante: cerca de 80%. E não é apenas o incômodo que o herpes labial causa. Em alguns casos mais graves, o infectologista Marcos Antônio Cyrillo, da Sociedade Brasileira de Infectologia, alerta que a doença pode causar pneumonia e encefalites (inflamações agudas do cérebro, habitualmente causadas por uma infecção viral).

 A má notícia é que o herpes labial não tem cura, já que o vírus instala-se de forma oculta no organismo e fica esperando uma oportunidade para ser reativado. “Quando a imunidade do paciente cai, a doença reaparece”, diz Cyrillo. Segundo ele, luz solar intensa, febre e outras infecções que diminuem a resistência orgânica e estresse emocional são grandes ativadores da doença.

 A duração dos sintomas é de 5 a 10 dias por crise e seu tratamento é feito com antiviral (via oral ou tópica). “Os remédios são usados até a ferida cicatrizar, conforme a gravidade de cada caso. Eles agridem o vírus, mas não consegue eliminá-lo totalmente”, ressalta Denise. Outras dicas importantes para o tratamento do herpes labial são evitar furar as bolhas que se formam e lavar sempre as mãos após manipular as feridas (isso porque a virose pode ser transmitida para outros locais de seu corpo).

 E o que fazer quando surgem manifestações sequenciais da doença? Cyrillo recomenda a procura de um médico infectologista para avaliação do estado imunitário do paciente. “Muitas vezes as pessoas precisam tomar a medicação por meses para que o vírus não se multiplique”, diz. Denise alerta que quando há muitas reincidências da doença, o indicado é fazer o tratamento antiviral por mais tempo, com a utilização de um aminoácido proteico para fornecer mais resistência ao corpo.

 Por isso, ao primeiro sinal do indesejável herpes labial, procure um especialista para indicar o melhor tratamento. Dessa forma você evitará que o surto seja de maior intensidade e duração.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Vitiligo: tudo que você deve saber sobre a doença

Conheça o diagnóstico, os sintomas e os tratamentos desta doença que assusta as pessoas por falta de conhecimento.

O tão temido vitiligo é temido por falta de conhecimento. A doença que bloqueia a pigmentação da pele assusta desde o aparecimento até a confirmação do diagnóstico. As pessoas acreditam que a falta de cor que atacou Michael Jackson é irreversível. No entanto, engana-se quem pensa dessa forma, pesquisas realizadas por membros da Sociedade Brasileira de Dermatologia, deixam claro que há tratamentos, e maneiras de brecar a doença, e recomenda prevenção, sempre!

O que é o Vitiligo? 
O vitiligo é uma doença autoimune, isso significa que certas células do sistema imunológico produzem substancias que bloqueiam a produção de pigmento, por isso a doença é caracterizada pelas manchas brancas, ou seja, falta de cor em algumas partes do corpo. A textura da pele é a mesma, porém com cores diferentes. Apesar de muitas pessoas ligarem a doença a uma herança genética, esta maneira não é a mais correta de caracterizar essa disfunção, pois a ideia de genética está apenas na predisposição para desenvolver o vitiligo.

Quais são as causas? 
Existem algumas teorias da causa do vitiligo, mas a mais aceita é a imunológica, em que essas substâncias impedem a produção da melanina. No entanto, ainda não se tem teorias comprovadas, que deem certeza das causas da doença. Há estudos desde sistema nervoso até substâncias presentes na borracha, mas nada comprovado cientificamente.

Quais são os sintomas
A pessoa não sente nada. Com o aparecimento da doença ela só vai observar as manchas que vão surgindo pelo corpo, podendo ser várias de uma vez, ou apenas uma, já que, existem alguns tipos de vitiligo, como o localizado (o mais comum), o generalizado, e o segmentar, que pega apenas uma região do corpo. Dentre os tipos de vitiligo há áreas em que a doença é mais comum, como por exemplo, ao redor dos olhos, na boca, nas articulações (joelho, cotovelo, tornozelo), no dorso das mãos, e, ainda, nos pés. É importante ficar atento, pois o vitiligo não escolhe idade.

Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é principalmente clínico, o dermatologista vai olhar o tipo de mancha para aplicar o melhor procedimento. Há ainda outra maneira de diagnosticar o vitiligo, existe uma luz chamada lâmpada de Wood, é um tipo de luz negra, que deixa a pigmentação branca mais visível e mais fácil de ser diagnosticada pelo médico. Muitas pessoas falam no procedimento da biopsia, no entanto, não é muito eficaz, já que, apesar da célula estar inativa, ela ainda se encontra na pele da pessoa, portanto, este teste não mostrará a funcionalidade desta célula na pele, o que torna este procedimento inconclusivo.

Como é feito o tratamento?
O tratamento vai agir de duas maneiras: bloqueando a evolução da doença, e tratamentos que ajudem a repigmentar a pele. O primeiro será feito com remédios, são usadas substâncias que retirem este bloqueio imunológico, essas substâncias são as chamadas imunossupressoras, encontradas nos corticoides. Já a segunda maneira será feita com substâncias fotossensibilizantes, a fototerapia é um exemplo deste tipo de tratamento, o aparelho conta com uma lâmpada especial que emite radiação ultravioleta A, ou B. O paciente, então, se submete a sessões de acordo com a pele e a extensão atingida pela doença, mas geralmente, ele faz a aplicação duas ou três vezes por semana. O tratamento age impedindo que as células agravem a doença, e ajudam a repigmentar. Hoje, pode ser considerada a maneira mais eficaz de combate ao vitiligo.

Principais recomendações:
1) Em primeiro lugar: é importante ter em mente que quanto mais rápido a doença for descoberta mais eficaz será o tratamento.

2) O paciente não deve aceitar um diagnostico em que o médico diga que seu vitiligo não tem jeito, porque ninguém sabe qual será a resposta daquele tipo de pele ao tratamento. É verdade que algumas pessoas não respondem ao tratamento, no entanto, a maioria consegue reverter os danos causados pela doença.

3) Muito cuidado com tratamentos caseiros. Por ser uma área muito sensível os tratamentos devem sempre ter um acompanhamento médico e serem feitos com muito cuidado, se os devidos cuidados não forem tomados, a doença poderá ser agravada e virar até mesmo uma queimadura.



quinta-feira, 27 de junho de 2013

Micoses Cutâneas



O que são micoses?
São infecções causadas por fungos que atingem a pele, as unhas, cabelos e, em alguns raros casos, podem acometer órgãos internos. Podem ser subdivididas em superficiais, cutâneas, subcutâneas, sistêmicas... e oportunistas.

Como eu posso pegar micose de pele?

Os fungos podem ser encontrados em diversos lugares, como no solo, nos animais ou mesmo em outras pessoas. Alguns podem ainda viver sobre nossa pele sem desencadear a doença.

Quais os fatores que favorecem o desenvolvimento de micoses?
Os fungos “se alimentam” da queratina dos pelos e da pele. Quando eles encontram condições favoráveis como calor, umidade, uso de antibióticos sistêmicos por longos períodos ou baixa imunidade, os fungos passam a se reproduzir e causar então as doenças.

Como se desenvolvem as micoses superficiais e quais as principais doenças causadas?
As micoses superficiais se desenvolvem apenas na parte mais superficial do estrato córneo e não costumam induzir uma resposta inflamatória no hospedeiro.

As principais doenças e agentes etiológicos são: pitiríase versicolor (“pano branco”), causada pela Malassezia furfur piedra negra, causada pelo fungo Piedraia hortae e piedra branca, causada pelo Trichosporon beiguele.

Quais são as características da infecção fúngica na doença pitiríase versicolor (“pano branco”)?
A infecção é geralmente assintomática, mas algumas vezes pode apresentar coceira. As lesões são manchas claras ou escuras (daí o nome versicolor), com leve descamação, localizadas geralmente em tórax, pescoço e braços, sem distinção de sexos.

Quais são os fatores responsáveis pelo desenvolvimento do “pano branco”?
Os principais fatores para o desenvolvimento da doença são: predisposição genética, pele oleosa, sudorese excessiva e o uso de medicamentos imunossupressores.

Quais são os principais fungos responsáveis pelas micoses cutâneas? Os principais fungos responsáveis pela micose cutânea são os dermatófitos e as cândidas. Os dermatófitos podem colonizar a pele, mucosas e pelos do homem e são subdivididos em três gêneros: Trichophyton, Epidermophyton e Microsporum.
A candidíase é causada em grande parte pelo fungo Candida albicans. Essa infecção pode atingir mucosas, pele e em alguns casos, pode ser sistêmica. Atinge com muita frequência recém-nascidos.

O que são tinhas?
Tinea (conhecida popularmente como tinha) é denominação utilizada na classificação clínica das dermatofitoses, seguida do sítio anatômico das lesões. São exemplos: Tinea corporis (ou tinha do corpo), Tinea pedis (tinha dos pés), Tinea ungueum (tinha das unhas), Tinea barbae (tinha da barba), Tinea cruris (tinha da região inguinocrural) e Tinea capitis (tinha do couro cabeludo).

Quais são as medidas mais importantes para evitar as micoses? • Devem ser adotadas medidas para minimizar a umidade após o banho, principalmente as dobras de pele como virilha, dedos dos pés e axilas
• Troque as meias e calçados com maior frequência, evite calçados fechados que retêm a umidade e deixe os calçados expostos à luz solar e “arejando” por um a dois dias
• Evite ficar com roupas molhadas por muito tempo
• Evite roupas quentes e justas
• Não ande descalço
• Evite os tecidos sintéticos. Dê preferência para as roupas de algodão
• Leve ao veterinário os animais domésticos que apresentem suspeita de micoses (observadas geralmente como falhas nos pelos)
• Não use objetos pessoais de outras pessoas
• Evite mexer com a terra sem usar luvas
• Observe a pele e o pelo de seus animais de estimação (cães e gatos). A qualquer alteração como descamação ou falhas no pelo, procure o veterinário.

Qual o tratamento para as micoses?
O tratamento vai depender do tipo de micose apresentada, que deverá ser diagnosticada e tratada pelo médico dermatologista. Podem ser usadas medicações tópicas sob a forma de cremes, loções e talcos ou, em casos mais extensos, medicações via oral. O tempo de tratamento das micoses varia de cerca de 3 a 8 semanas, sendo ainda maior em casos de micoses das unhas.

Quais os cuidados que devo tomar durante o tratamento?
Não interrompa o tratamento antes do tempo determinado pelo dermatologista como, por exemplo, quando houver melhora dos sintomas. O fungo nas camadas mais profundas pode resistir. Adote os cuidados que devem ser tomados para evitar micoses também durante o tratamento. Evite a automedicação.

Qual o tempo de tratamento das micoses de unha?
As micoses das unhas são as que apresentam o tratamento mais difícil e também de maior duração. Pode ser necessário manter a medicação por cerca de 12 meses ou mais, sendo muitas vezes necessária a associação da medicação tópica com os medicamentos orais.